Deixas-me à toa com o teu olhar inocente...
Deixas-me com saudades do teu beijo quente...
Não tinhas afinal a paciência que proclamavas... Não aguentavas tudo por amor ou esse amor não existia? Não sei o que pensar.
Deixas-me com tantas perguntas na mão... E sem mão para segurar.
Deixas-me assim... Caída... Abandonada... Viraste-me as costas, deixaste tudo para trás e nem olhaste. E nem uma fala. Nada.
Mais uma vez não encaraste o problema, fugiste dele. Esse problema tem coração e sentimentos... E acima de tudo ama-te... Mais uma para o teu baralho.
Disseste que ias mudar e não vi praticamente nada. Onde estavam essas mudanças?
MAS PORQUE EU??? PORRA
Para quê me conquistaste para me deixar depois assim? É que agora nem meu amigo és. Este é o cenário que eu mais temia... O maior dos meus medos. E concretizou-se.
Acho que nunca me chegaste a conhecer.
E agora? Já nada disto interessa... Pior de tudo mesmo é que estou de novo sozinha... Com o coração quebrado em pedaços... E sem vontade...
Sabe Deus como ando porque por fora continuo alegre... A menina brincalhona de sempre. Sorridente e faladora, mas que não passa de uma menina abandonada... Órfã de sentimentos e desprovida de defesas...
Conseguiste uma coisa... Magoaste como já não me lembrava ser possível. Ergueste-me e me deitaste ao chão. Com a frieza dos últimos beijos que me deste no rosto e que para mim foram tão quentes.
Espero que estejas, sinceramente, melhor sem mim porque eu não.
Beijos
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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